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Muito antes de TikTok, Pinterest e fashion influencers, os grandes nomes da música já entendiam que um show ia além: era imagem, identidade e espetáculo. Dos looks glam rock dos anos 70 até as produções maximalistas que vemos hoje, os palcos ajudaram a criar algumas das estéticas mais marcantes da história da moda.
Nos anos 70 artistas e bandas começaram a transformar o figurino em parte essencial da experiência musical.
David Bowie foi um dos grandes precursores por provar que a música poderia criar personagens e que esses personagens poderiam influenciar uma geração inteira. O glam rock trouxe brilho, plataformas, metalizados, maquiagem e silhuetas nada convencionais para o centro da cultura pop.
Cher foi uma das grandes responsáveis por mostrar ao mundo o poder de uma verdadeira fashion icon.
Muito antes das redes sociais transformarem cada look em conteúdo, Cher já fazia do palco uma passarela. Seus figurinos (muitos deles assinados pelo lendário Bob Mackie) apostavam em transparências, brilhos, recortes, franjas, plumas e silhuetas ousadas... uma estética que ajudou a redefinir o que significava ser uma estrela pop.
Ao mesmo tempo, bandas como ABBA transformaram o maximalismo em assinatura, enquanto Queen mostrou que o palco poderia ser território para experimentar proporções, peças statement e uma estética teatral.
E o mais interessante? Muitas dessas referências continuam aparecendo nas passarelas e no street style décadas depois.

Se os anos 70 abriram caminho, as décadas seguintes transformaram os artistas em verdadeiros ícones fashion!
Madonna levou corsets, crucifixos, renda, couro, luvas e uma atitude provocadora para o mainstream. Prince brincou com alfaiataria, babados, cores e sensualidade. Michael Jackson transformou jaquetas, luvas e uniformes em elementos instantaneamente reconhecíveis.
O que acontecia no palco rapidamente chegava às ruas.
E é nesse ponto que nasce o verdadeiro efeito pop star: quando deixa de ser apenas figurino e passa a representar uma época.
Hoje uma grande turnê funciona praticamente como uma coleção de moda em movimento.
Pense em Beyoncé, Taylor Swift, Dua Lipa ou Harry Styles.
Cada um constrói um universo visual próprio. As roupas ajudam a contar histórias, marcar eras, criar personagens e principalmente, gerar desejo.
A Eras Tour por exemplo, transformou diferentes fases da carreira de Taylor Swift em códigos de estilo.
Com Harry Styles a estética genderless, os brilhos, as cores vibrantes e a influência glam ganharam ainda mais força entre uma nova geração.
Beyoncé mostrou como uma turnê pode funcionar como uma experiência fashion completa: da estética do palco aos looks que os fãs reproduzem nas redes sociais.
Isso é moda acontecendo em tempo real. ✨
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Existe uma diferença importante entre as turnês de hoje e as de décadas atrás: hoje o público também participa da construção da tendência.
Antigamente uma referência podia levar meses ou até anos pra se espalhar. Hoje um look usado por uma artista em um show pode viralizar em minutos.
É impossível falar sobre as tendências que continuam fortes em 2026 sem perceber a influência direta da música.
Biker boots, couro, metalizados, transparências, paetês, animal print, jeans oversized, peças com estética militar, camisetas de banda e referências western continuam circulando justamente porque pertencem a esse grande repertório visual construído pela música ao longo das décadas.
O glam dos anos 70 encontra o streetwear. O rock dos anos 80 encontra o Y2K. O country encontra o western fashion. O figurino de palco encontra o dia a dia.



Se antes olhávamos só para as passarelas pra descobrir o que seria tendência, hoje precisamos olhar também pros palcos.
Uma grande turnê cria revelações fashion, e essas mesmas revelações criam desejo.
O look usado por uma artista pode virar fantasia de fã, inspiração para um festival, referência para uma coleção ou simplesmente aquele detalhe que faz a gente pensar: “eu preciso disso!!”
É por isso que o efeito pop star continua tão poderoso e talvez seja essa a maior herança deixada pelas grandes turnês desde os anos 70: a certeza de que um bom look não apenas acompanha um artista. Ele também ajuda a contar uma história. 🎸✨
E nós? Continuamos assistindo, salvando referências e CLAARO levando tudo para as nossas coleções. 🖤🔥
Xoxo,
M&G.